blocos de cubos de madeira, conceito de avaliação do serviço, classificação, rankings universitários.

4 motivos para não confiar totalmente nos rankings universitários

A cada ano, institutos de pesquisa como a US News, QS Rankings, Times Higher Education e World Report publicam rankings atualizados com as melhores universidades do mundo. Muitos candidatos e suas famílias, aliás, se baseiam nesses rankings universitários ao considerarem suas instituições acadêmicas mais desejadas. Todavia, é importante entender a metodologia por trás desses populares pontos de referência.

O oficial de admissões da universidade estadunidense Georgia Tech Rick Clark compartilhou seus insights sobre, justamente, a confiabilidade dos rankings universitários. Ele nos ensina, inclusive, como podemos melhor utilizá-los em nossas ponderações sobre nossa futura alma mater

Clark diz que é de se esperar que alunos e suas famílias gostem de usar rankings como um fator importante na formação de opiniões e tomada de decisões no processo de candidaturas. Afinal, somos todos ocupados, e em meio a tantas outras variáveis e considerações complexas, os rankings simplificam a nossa perspectiva. Uma lista numerada nos passa uma sensação de ordem em meio ao turbilhão rotineiro de prazos e afazeres. Em outras palavras, um ranking é mais objetivo e “fácil de entender”. 

Porém, ao mesmo tempo que rankings podem ser informativos e nos ajudar, é importante entender que eles também não são absolutos, nem 100% objetivos. A seguir, veja alguns pontos que Clark compartilha para desmistificar esse medidor.

1. Vá além dos números


Você como candidato provavelmente não gostaria que as universidades lhe diminuíssem a apenas um número dentro de um ranking, nota de prova ou média acadêmica, certo? Logo, não seria justo fazer o mesmo com elas. Da mesma forma que você espera uma avaliação mais completa, a partir de uma visão holística sobre a sua candidatura, o ideal é que você faça o mesmo, analisando as suas opções de universidades com maior cuidado e atenção. 

Portanto, dê mais valor aos fatores qualitativos envolvidos e dependa um pouco menos dos quantitativos que são comunicados por instituições. Tenha em mente que rankings universitários podem muito bem ser tendenciosos, com base em metodologias simplistas. Definitivamente, vá além dos números.

2. Tenha seus próprios rankings universitários

As faculdades querem que você se candidate porque fez sua pesquisa de fato. Além disso, porque acreditam que você se sairá bem academicamente e para além do currículo, ou seja, fora da sala de aula. Elas enviam folhetos, e-mails com convites para o campus e até viajam para palestrar em escolas de diversas cidades e países com a esperança de recrutar alunos através de suas histórias, missões e ofertas. Então, você aplica para faculdades esperando que elas olhem para além do seu nome ou de uma nota de SAT. 

A chamada avaliação holística requer tempo e é profundamente humana. Não é perfeita, mas se esforça para ser abrangente e, assim, mais justa. Faça o mesmo em sua consideração destes rankings!

3. Opiniões versus estatísticas

Você sabia que 20% dos rankings universitários são baseados em enquetes que avaliam a “reputação observada” das instituições? Ou seja, uma grande parte do ranking é baseada em percepções de terceiros.

Resumindo, Clark nos lembra que: você é mais inteligente e capaz do que os produtores de rankings da US News. Afinal, você se conhece melhor do que eles jamais poderiam te conhecer. Crie seu próprio sistema de classificação!

4. Considere interesses e incentivos por trás dos rankings universitários

Recentemente, veio à tona um escândalo chamado de Varsity Blues (“College Admissions Scandal”). O fato revelou grandes esquemas de corrupção nos quais várias famílias de alto poder aquisitivo usaram seus recursos financeiros para “trapacear”, subornando técnicos esportivos e avaliadores de universidades. O objetivo principal? Obter vantagem no processo seletivo e garantir a admissão fraudulenta de seus filhos. 

O escândalo resultou em vários processos judiciais e até mesmo em prisões. Além disso, o ocorrido nos abriu os olhos a uma realidade lamentável: a corrupção também está presente na esfera universitária. E infelizmente, está até mesmo dentro de instituições já consolidadas que nós tanto almejamos e admiramos.

Por isso, vale considerar os interesses e incentivos por trás desses rankings universitários. E sem querer promover muito ceticismo: os rankings das “melhores universidades” não são sempre puramente informativos e podem até distorcer a realidade de alguma forma a fim de agradar partes interessadas e, inevitavelmente, resultar em listas enviesadas.

Escolher as universidades que vão compor a sua lista final de candidaturas não é tarefa fácil, bem sabemos disso. Ainda mais quando estamos falando de estudar fora do país. É normal se sentir perdido em meio a tantas opções. Enquanto os rankings universitários podem servir como um ponto de partida e um dos componentes do seu sistema pessoal de avaliação, é essencial ir mais a fundo para identificar as instituições que de fato mais combinam com você.

Se quiser saber mais sobre como a Alma Mater pode te ajudar no processo de seleção de universidades, e em todo o resto do trabalho de candidatura, entre em contato conosco!

Artigo publicado com base neste artigo do blog da Georgia Tech.

Leia Também